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Inside Fūga · Streetwear

Korean Streetwear Brands: As 12 labels que escrevem o código

De ADER Error e thisisneverthat a Matin Kim e mahagrid: as 12 brands de Korean Streetwear que desde 2010 escrevem o código em Seoul — ordenadas por tier de designer, default e vaga Acubi. Mais porque a Lewkin não é uma brand de streetwear e para onde vai mesmo o orçamento de designer.

· Founder · Berlin · 18.04.2026 · 22 Min.
Korean Fashion Streetwear Brands – Überblick der wichtigsten koreanischen Streetwear Labels

Quem pesquisa “Korean Streetwear Brands” no Google recebe três tipos de resposta: uma listicle demasiado curta com as três labels que toda a gente conhece (thisisneverthat, ADER Error, Ambush). Uma enumeração demasiado longa de 30 brands sem ordem, sem tier de preço, sem justificação. E um slide de TikTok que vende a Lewkin como “Korean Streetwear”, quando é uma plataforma de mass-market de K-Fashion e não uma brand de streetwear no sentido estrito.

Korean Streetwear não é uma lista de labels. É um código com lógica própria — nascido em Seoul entre 2010 e 2015, moldado por uma mistura muito concreta de herança japonesa de workwear, silhuetas de US-hip-hop e um caimento pequeno-burguês e preciso que Tokyo nunca teve assim. Quem conhece as brands sem perceber o código tem o armário cheio e nem um único conjunto que se leia como Seoul.

Este guia mostra que doze labels escrevem mesmo o código do Korean Streetwear — das colunas de designer (ADER Error, Andersson Bell, Ambush, We11done) às brands de streetwear default (thisisneverthat, mahagrid, IISE) até às iterações Acubi/Y2K (Matin Kim, Mardi Mercredi). Mais: o que distingue as versões de homem e de mulher, que peças são mesmo must-buy na Coreia, e porque “Lewkin = Korean Streetwear” é o reflexo errado.

Como uma silhueta de Korean Streetwear assenta em movimento — exemplo de 12 segundos:

Origin

Seoul, 2010 — como Hongdae se tornou um centro de streetwear

A streetwear na Coreia do Sul não foi inventada — foi importada e traduzida. O que hoje aparece no Pinterest como “Korean Streetwear” tem duas fontes: por um lado a escola japonesa de workwear e visual style (Visvim, WTAPS, Neighborhood) dos anos 90, por outro o boom de US-hip-hop-streetwear do início dos anos 2000 (Supreme, Stüssy, BAPE). Ambos encontraram, no final dos anos 2000, uma geração coreana que tinha estudado em Tokyo ou aprendido moda em LA — e voltaram, entre 2010 e 2015, como um código autónomo.

Geograficamente, isto passou por três bairros de Seoul. Hongdae era a âncora underground — correntes punk, Y2K e indie, pequenas boutiques, lojas de vintage. Itaewon era o polo mais global — desfiles de designer, pop-ups de showroom, fluxo internacional. Gangnam juntou-se mais tarde, como a camada de luxo com os preços altos e a variante de alto brilho. A ADER Error abriu em 2014 como brand online-first, com uma linha minimal-conceptual que parecia crua em Hongdae e batia forte nos showrooms de Itaewon. A thisisneverthat começou em 2010 com tees e referências de workwear e tornou-se a brand default para toda uma geração de estudantes de Seoul.

A pergunta “Is streetwear popular in South Korea?” responde-se sozinha quando andas por Seongsu ou Hongdae: ali a streetwear já não é uma subcultura, é moda mainstream. Mas isso também tem um lado escuro — muitas labels que na Alemanha se vendem como “Korean Streetwear” são, na Coreia, há muito gosto de massas comercializado. O vocabulário original da primeira geração (ADER, thisisneverthat, IISE) mantém-se, porque foi quem escreveu o vocabulário.

Definition

O que faz o Korean Streetwear — os 4 marcadores

O Korean Streetwear distingue-se do streetwear US e JP não pelos logótipos ou pelas brands, mas por quatro marcadores estruturais. Quando os quatro assentam, o conjunto lê-se como Seoul. Quando falta um, cai em “streetwear com toque asiático” — e isso não é a mesma coisa.

4

marcadores estruturais

1

Detalhe statement por conjunto

3

Camadas (Skin + Mid + Outer)

2010

Ano de nascimento do código em Seoul

Estes números não são marketing. São o teste que diz se um conjunto é Korean-Streetwear-coded ou apenas asiático-streetwear-inspirado. Em concreto, significa isto:

  • Corte tailored mesmo na peça casual — as calças têm caimento a sério, o hoodie não assenta como um saco, o casaco tem um ombro definido. O Korean Streetwear detesta o desleixo.
  • Paleta neutra com uma quebra — bege, preto, azul-marinho, off-white, cinzento. Mais exatamente um acento (vermelho, cobalto, azeitona) ou uma wash. Paredes de prints coloridos são mais Harajuku, não Seoul.
  • Um detalhe statement por conjunto — um bolso de workwear, um corte assimétrico, um fecho visível, um patch de logótipo. Vários statements ao mesmo tempo são US-hypebeast, não Korean.
  • Construção visível sem logótipos visíveis — costura, stitching, fivela, fecho. Branding de logótipo pequeno, muitas vezes monogramático (marca de stitch da ADER, patch da thisisneverthat). A t-shirt com o nome da brand em grande lê-se em Seoul como souvenir de turista.
  • Lógica de três camadas — um Skin-Layer fino (tee, long-sleeve), um Mid-Layer (hoodie, cardigan, malha), um Outer-Layer (casaco de workwear, trench, bomber). Mesmo no verão, o Mid-Layer é pensado à partida.
  • O sapato é statement, não default — Asics, New Balance, Salomon. Raramente Air Force 1 (demasiado US-coded), nunca Yeezy (demasiado chamativo). Quem escolhe mal o sapato faz o conjunto cair em “fã de K-Pop”, não em streetwear.

Se te faltarem três destes seis pontos, não é Korean Streetwear — é uma iteração de streetwear de inspiração asiática. E há uma regra que segura os seis juntos:

5 sub-géneros

Os 5 sub-géneros do Korean Streetwear — o que pertence a quem

O Korean Streetwear não é um look — são cinco sub-géneros que se sobrepõem nas margens. Se puseres lado a lado fotos de streetstyle de Seoul entre 2018 e 2024, vês estas cinco linhas bem separadas. Cada uma com a sua lista de brands, o seu caimento, o seu acento.

O sub-género que te assenta depende mais da tua lógica do dia do que do gosto. Quem se desloca e fica sentado dá-se melhor com Seoul Minimal. Quem sai à noite cai para Itaewon Avant ou Hongdae Y2K. K-Pop Stadium é conjunto de espetáculo — na rua, no dia a dia, parece merch de fã, não código.

Brands

As 12 brands de Korean Streetwear que tens mesmo de conhecer

A lista de brands que toda a gente pesquisa tem, na verdade, três tiers: colunas de designer (transacionadas internacionalmente, preços a partir de 200 €), streetwear default (vivo no resale, tees a partir de 60 €), e a nova vaga Acubi/Y2K (mais jovem, lida como mais feminina, preços variáveis). Aqui estão as doze por que não passas ao lado — ordenadas cronologicamente por ano de fundação, para veres quem pertence a que geração.

  • thisisneverthat (fund. 2010) — a brand default. Referências de workwear, patch de logótipo em letra de bloco, hoodies e anoraques como hits. A brand em que toda uma geração de estudantes de Seoul construiu o seu look de streetwear.
  • IISE (fund. 2010) — coreano-americana com estúdio em Seoul. Forte no crossover de workwear e outdoor, muitas vezes com referência ao papel Hanji e patches em Hangul. Mais conceptual do que a thisisneverthat, mas igualmente vestível.
  • ADER Error (fund. 2014) — a coluna de designer. Online-first, linha minimal-conceptual, uma cor Pantone cobalto própria como assinatura, marcas de stitch assimétricas. Internacionalmente, o primeiro nome de Korean Streetwear a estar na SSENSE e na MR PORTER.
  • mahagrid (fund. 2015) — aresta Y2K, um pouco mais alta, com tank tops em mesh, calças cargo e um patch de logótipo verde. A irmã mais nova da thisisneverthat.
  • Andersson Bell (fund. 2015) — especialista em malha, patchwork, tricô com referências vintage, cortes de workwear. O mais perigoso conhecedor de caimento no Korean Streetwear.
  • We11done (fund. 2016) — Itaewon Avant. Casacos de cabedal, tailoring assimétrico, por vezes com letra francesa. Tier de designer, usada por G-Dragon e por acts de K-Pop.
  • Ambush (fund. 2008 em Tokyo, duo coreano-japonês) — primeiro joalharia, depois vestuário. Cross-brand com a Nike (Air Adjust Force), detalhe statement em hardware. A rigor é Japan-coded, mas na Coreia conta-se para o código.
  • Matin Kim (fund. 2015) — tier Acubi. Calças tailored, polos de malha, meias de ténis, sapatos Mary-Jane. Lida como feminina, mas igualmente útil para looks tailored de homem.
  • Mardi Mercredi (fund. 2018) — iteração soft-girl. Hoodies com logótipo de flor daisy, malha, gorro. A vaga mais recente, muito explicitamente virada para energia soft/Acubi.
  • LMC / Lost Management Cities (fund. 2014) — streetwear de logótipo com referência a workwear. Hoodies plain, tees simples, calças cargo. Default no Reddit quando alguém pesquisa “affordable Korean Streetwear”.
  • ADLV (fund. 2018) — brand de tees com logótipo grande. Tees com grandes statements de print, com hype, comercial. Em Seoul já é lida como “demasiado mainstream”, mas serve como entrada.
  • LE 17 SEPTEMBRE (fund. 2018) — iteração quiet-luxury. Casacos tailored, cores discretas, sem logótipo visível. Para a variante mais adulta do código do Korean Streetwear.

Quem procura brands de Korean Streetwear no Reddit recebe quase sempre a lista dos Top 7 recomendada com thisisneverthat, mahagrid, Matin Kim, Mardi Mercredi, Marithe, ADLV e IISE. Não está errado — mas está incompleto. ADER Error, Andersson Bell, We11done fazem parte a partir do momento em que queres mesmo usar o código, em vez de só espreitar.

Tier de preço

Affordable vs designer — para onde vai mesmo o teu dinheiro

A pesquisa mais frequente por “Korean Streetwear Brands” não é “best” — é “affordable”. A razão é óbvia: um hoodie da ADER Error custa 280 €, um casaco da We11done custa 800 €. Quem quer construir o look sem ter um orçamento de designer tem de saber onde o affordable entrega mesmo e onde se torna queimar dinheiro.

Três tiers de preço funcionam de forma diferente no Korean Streetwear:

  • Tier 1 · Designer (200-1000 €) — ADER Error, We11done, LE 17 SEPTEMBRE, Andersson Bell. Compensa em outerwear (trench, casaco, casaco de workwear), onde o caimento e o tecido têm de durar dez anos. Não compensa em tees e hoodies básicos.
  • Tier 2 · Streetwear default (60-200 €) — thisisneverthat, IISE, mahagrid, LMC. O sweet spot para tees, hoodies, calças cargo, anoraques. Aqui chega para a maioria.
  • Tier 3 · Affordable / traduções DTC (30-100 €) — streetwear Korean-coded sem markup de designer. Funciona para peças statement, peças Y2K, denim distressed. Com outerwear, cuidado — com preço demasiado baixo, o caimento colapsa.

Consenso no Reddit em r/streetwear e r/koreatravel: as peças de designer só compensam quando já usas o vocabulário e o expandes de forma dirigida. Quem entra pela ADER Error tem muitas vezes a melhor peça do armário e nenhum resto a condizer. Quem entra pela thisisneverthat ou por traduções DTC constrói o código todo peça a peça.

Gender-Split

Homem vs mulher — onde a linha corre mesmo diferente

Os quatro marcadores são os mesmos — corte tailored, paleta neutra, um statement, construção visível. O que difere é a distribuição. Onde os looks de homem em Seoul caem mais largos e workwear-coded, a linha de mulher assenta mais justa e Acubi-coded.

Versão de homem: anorak de workwear, wide-leg cargo, hoodie plain, Asics ou New Balance. A brand default é thisisneverthat, IISE, mahagrid, LMC. O look é mais uma mistura de skater com office-boy — nem demasiado descontraído nem demasiado empolado. Detalhe statement, na maioria das vezes, bolso ou patch.

Versão de mulher: calças tailored ou saia wide-leg, polo de malha ou cardigan, Mary-Jane ou loafer, mais uma pequena mala de ombro. A brand default é Matin Kim, Mardi Mercredi, ADER Error no caimento mais estreito, We11done na outerwear statement. O look é Acubi-coded — preciso, feminino, sem exagero.

Ambas as linhas partilham a lógica de 3 camadas e a paleta neutra. O que varia é o volume da silhueta (homem largo, mulher estreito) e a categoria de footwear (homem desportivo, mulher tailored).

Categoria · Outerwear

Casacos de Korean Streetwear — workwear, bomber, denim cropped

O casaco carrega o conjunto de Korean Streetwear. É a maior superfície, o portador primário do caimento, o statement mais visível. É aqui que se decide se o conjunto se lê como Seoul ou como streetwear genérico.

Quatro tipos de casaco funcionam no Korean Streetwear: anorak de workwear (default da thisisneverthat), bomber com gola de sherpa (crossover businesscore), casaco de denim cropped (iteração Acubi para mulher, iteração Hongdae-Y2K para homem), e trench ou casaco comprido (tier de designer, direção LE 17 SEPTEMBRE). Sneaker-hoodie como outer está fora — o Mid-Layer chega no verão.

Se ainda não tens outerwear de Korean Streetwear, começa pelo anorak de workwear em bege ou azul-marinho. É a camada mais universal no sub-género Seoul Minimal.

Categoria · Bottoms

Calças de Korean Streetwear — wide-leg, cargo, tailored

O skinny está fora do Korean Streetwear desde 2018. O que os estudantes de Seoul ainda usavam em 2015 (slim jeans mais Stan-Smith) foi substituído sistematicamente por volume — wide-leg cargo, denim distressed, calças wide tailored. A nova regra de assentamento: caimento na anca, pernas largas, bainha limpa sobre o sapato.

Umas bottoms de Korean Streetwear que funcionam assentam na anca e acabam a uma largura de polegar acima da sola. Evita tudo o que escorrega (calças demasiado largas sem backup de cinto leem-se como skater) e tudo o que assenta demasiado alto (o corte mom-jean cai em cosplay Y2K em vez de streetwear).

Se queres construir umas calças que combinem com os cinco sub-géneros, escolhe denim wide-leg distressed em lavagem média. É o denominador comum entre Seoul Minimal, Hongdae Y2K e Itaewon Avant.

Categoria · Mid-Layer

Korean Streetwear Shirts & Hoodies — a lógica do Mid-Layer

O Mid-Layer é a peça em que os principiantes de streetwear fazem mais estragos. Um hoodie demasiado grande com logótipo gigante faz cair o conjunto todo em “turista com merch dos BTS”. Um hoodie demasiado justo cai em “conjunto de ginásio”. No Korean Streetwear, o Mid-Layer assenta justo-a-médio, com logótipo pequeno e, na maioria, patch em vez de printed.

A regra: o hoodie e o cardigan de malha podem ter um statement, mas não os dois ao mesmo tempo. Um patch-hoodie da thisisneverthat combina com uma cargo plain. Um tee de logótipo grande da ADLV combina com umas calças de workwear sem marca. Quem põe logótipo em cima E em baixo perdeu o conjunto.

Quem quer testar o look Acubi escolhe um polo de malha ou um cardigan de gola redonda em bege ou off-white. É a entrada mais fácil na linha mais estreita e lida como mais feminina — mas funciona em qualquer corpo.

Sourcing

Onde compras mesmo Korean Streetwear — direct vs. re-import

Quatro vias de sourcing funcionam — e cada uma tem o seu trade-off entre autenticidade, preço e disponibilidade. Quem compra sem plano ou paga preços de tier de designer no re-import ou recebe massa da Lewkin em vez de uma brand a sério.

A primeira via é direct da Coreia — através de plataformas como SSENSE, Musinsa Global, ou diretamente pelos sites das brands. Melhor autenticidade, melhor escolha, mas envio entre 1-3 semanas e, por vezes, temas de alfândega. Compensa em peças de designer e limited drops.

A segunda via são os stockists EU/DE — Lodenfrey, Voo Store Berlin, algumas boutiques multi-brand. Curado, rápido, mas mais caro e com menos escolha do que direct. Compensa para as uma ou duas peças por ano que queres comprar depois de experimentar.

A terceira via é o resale — Grailed, Vinted, Vestiaire. Funciona bem para ADER Error, We11done, Andersson Bell — ou seja, tier de designer. Funciona a meio-gás para thisisneverthat e mahagrid, porque os preços default já são baixos que chegue. A quarta via são as traduções DTC como a Fūga Studios, que traduzem com competência o vocabulário do Korean Streetwear para o sortido europeu, sem envio direct da Coreia. Mais sobre isso no nosso guia de layering:

Mas o Korean Streetwear não está sozinho — sobrepõe-se em várias margens a outros códigos de streetwear. A streetwear japonesa de Harajuku partilha a herança de workwear, o Y2K partilha o vocabulário de cargo e mesh, o businesscore partilha o caimento tailored. Quem domina o Korean consegue ler estes códigos vizinhos e misturá-los de forma dirigida.

Aqui os quatro vizinhos mais importantes — cada um com o seu próprio guia, se quiseres ir mais a fundo:

O que não resulta

Os 6 erros mais frequentes de Korean Streetwear — o que NÃO podes fazer

O Korean Streetwear tem seis pontos em que cai de forma fiável — por mais caro que seja o conjunto. Se evitares só uma coisa, que seja o erro número um.

Action

Como entras no Korean Streetwear — as primeiras 4 peças

Não precisas de 30 peças de Korean Streetwear para usar o código. Precisas de quatro que vão estar em 80 % dos conjuntos. Tudo o resto se constrói à volta delas.

Por ordem: um anorak de workwear em bege ou azul-marinho (o teu maior investimento — o mais provável de valer o tier de designer, dura dez anos). Umas wide-leg cargo em verde-azeitona médio-escuro ou preto. Um patch-hoodie da thisisneverthat ou da mahagrid (não um tee de print grande). Asics Gel-Kayano ou New Balance 530 numa cor neutra. Um boné plain como quinto opcional — mas só quando os quatro assentarem.

Outfits a sério

Korean Streetwear a sério — ruas de Seoul vs. Instagram

Antes de construíres o teu próprio conjunto, vê como os outros o usam. Os cinco sub-géneros de cima parecem diferentes no streetstyle de Seoul do que nas fotos de lookbook: mais justos, mais do dia a dia, menos perfeitos — e é exatamente por isso que funcionam.

Isto é a via mais rápida para verificar se o Korean Streetwear assenta sequer no teu tipo de corpo — antes de gastares dinheiro.

Para terminar

Korean Streetwear é disciplina, não tendência

Se deste guia guardares uma coisa, que seja esta: o Korean Streetwear não funciona por stacks de marca, mas por quatro marcadores e três camadas. Quem domina os marcadores constrói cem conjuntos com quinze peças. Quem só coleciona listas de brands tem o armário cheio sem um único conjunto que assente como Seoul.

Toda a lógica deste guia reduz-se a uma frase:

Os marcadores são estáveis desde 2015 e vão continuar a sê-lo — mesmo que as brands rodem. Mas não tens de esperar até saberes as doze labels de cor. Começa pelo sub-género que mais se aproxima da tua lógica do dia. O que não sabes, aprendes a usar.

E é esse o ponto: o Korean Streetwear lê-se em teoria como um regulamento, mas na prática não se sente assim. Quando dominas o código, cada conjunto seguinte é uma variação das mesmas três camadas — não uma invenção nova.

FAQ

Perguntas frequentes sobre Korean Streetwear Brands

As perguntas que recebemos muitas vezes por DM e email — curtas, claras, sem rodeios.

Quais são as brands de streetwear coreano mais populares?
No tier default (60-200 €): thisisneverthat, mahagrid, IISE, LMC e ADLV. No tier de designer (200-1000 €): ADER Error, We11done, Andersson Bell e LE 17 SEPTEMBRE. Na vaga Acubi/soft-girl: Matin Kim e Mardi Mercredi. Mais a Ambush como crossover coreano-japonês. Quem conhece os três tiers tem o vocabulário todo.
Quais são as Top 5 brands de streetwear da Coreia?
Se só puderes nomear cinco: thisisneverthat (pai da brand default), ADER Error (coluna de designer), Andersson Bell (especialista em caimento), mahagrid (iteração Y2K) e Matin Kim (âncora Acubi). Estas cinco cobrem quatro dos cinco sub-géneros — o que falta é K-Pop Stadium, que de qualquer forma não é um sub-género clássico de streetwear.
Que brands são mesmo famosas na Coreia?
Na própria Coreia usam-se sobretudo thisisneverthat, mahagrid, Matin Kim e Mardi Mercredi (no segmento mais jovem) mais ADER Error, We11done e Andersson Bell (no segmento de designer). Mais visíveis internacionalmente do que na própria Coreia são a Ambush e a ADER Error — têm deals cross-brand com a Nike e listings na SSENSE que o público da EU conhece.
A streetwear é mesmo popular na Coreia do Sul?
Sim — e mais do que em quase qualquer outro mercado. Em bairros de Seoul como Seongsu, Hongdae e Itaewon, a streetwear é default mainstream, não subcultura. Estrelas de K-Pop, designers e estudantes usam códigos de streetwear dia após dia, e a Seoul Fashion Week leva há anos designers de streetwear como headliners. Isso tornou o mercado coreano de streetwear num dos mais densos do mundo.
O que se deve mesmo comprar na Coreia?
Quatro categorias de peça compensam em especial: primeiro, outerwear de workwear da thisisneverthat ou da Andersson Bell (caimento melhor do que os equivalentes europeus). Segundo, peças de malha da Andersson Bell ou da Mardi Mercredi (qualidade de tricô, no preço default, melhor do que o tier default da EU). Terceiro, joalharia e acessórios da Ambush ou da ADER Error. Quarto, se for Acubi: Mary-Janes, meias de ténis e polos de malha da Matin Kim.
O que é a Lewkin e é Korean Streetwear?
A Lewkin é um marketplace online de K-Fashion — vende roupa da Coreia, mas não é em si uma brand de streetwear com vocabulário próprio. As peças de lá são, na maioria, print Y2K, Acubi-coded de farda escolar ou tops genéricos de K-Fashion. Isso funciona para um look de K-Fashion, mas não para Korean Streetwear no sentido estrito. Quem procura vocabulário de streetwear compra na thisisneverthat, mahagrid, IISE ou através de traduções DTC — não na Lewkin.
A quem pertence a Glowny?
A Glowny é uma pequena brand coreana de streetwear, que se situa no tier default entre a thisisneverthat e a mahagrid. Foi fundada por uma equipa de design com base em Seoul e faz parte das labels indie mais jovens que surgiram no final dos anos 2010. A titularidade exata não é comunicada publicamente — a brand mantém-se pequena e movida pela comunidade. Para a disponibilidade na EU não é a primeira escolha — a thisisneverthat e a mahagrid são mais fáceis de obter.
Em que se distingue o Korean Streetwear do Japanese Harajuku Streetwear?
O Harajuku japonês é mais subcultural, mais alto, mais movido a print e símbolo (Bape-camo, NEIGHBORHOOD-skull, Visvim-tribal). A streetwear coreana é tailored-mainstream, mais neutra, mais movida a caimento e construção. Ambos partilham a herança japonesa de workwear, mas a Coreia traduziu-a num caimento burguês que no Japão nunca surgiu assim.

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